7 Dicas para negociar preço de carro usado em feirão

Antes de comprar um carro usado, muitas dúvidas surgem sobre como negociar o valor pedido pelo vendedor. Mesmo com a facilidade da internet e dos diversos portais que oferecem milhares de ofertas com filtros exatos que classificam os veículos por faixa de preço, marca, modelo e versão, boa parte dos consumidores não sabe negociar ou não tem parâmetro de valor para saber se o preço é condizente com o mercado.

Antes de prosseguir vale a dica: não existe mágica no mercado. Ao fazer sua pesquisa do carro desejado, lembre que deve desconfiar de preços muito baixos. Se o carro vale R$ 30 mil na tabela FIPE, é normal que seu preço de venda seja de 20% ou até 30% menor do que isso. Se o carro de R$ 30 mil for anunciado por R$ 20 mil, você pode entrar numa grande fria caso o veículo seja de leilão, tenha passado por uma enchente, ou recuperado de furto/roubo ou ainda com chassi remarcado. Antes de fechar negócio, lembre de pedir uma vistoria cautelar, que busca o histórico completo do veículo para assegurar sua compra.

O negócio na prática

Comprar carro não é fácil, principalmente em uma grande cidade onde há dezenas de veículos iguais, da mesma marca, modelo e versão. Mas com esse guia prático você poderá negociar com muita segurança:

  • Pesquise na internet e forme uma faixa de valor. Use os portais, tenha como referência a tabela FIPE e estabeleça um valor máximo para sua compra. Com tantas ofertas filtradas, você saberá qual a média do valor de mercado
  • Ao pesquisar em concessionárias, revendas ou em um feirão, você terá parâmetro de preço e não cairá na conversa dos vendedores: “esse carro era de uma senhora que quase não rodava com o carro”, ou “ele está com preço um pouco acima porque é igual zero quilômetro, tem cheirinho de novo”. Argumente que o preço médio é o que você já pesquisou.
  • Quanto mais rodado menor será o valor de mercado. Como estamos falando de veículos usados, quanto maior a quilometragem menor será o seu valor. Geralmente o mercado tende a desvalorizar veículos com mais de 100 mil quilômetros rodados. Se mesmo assim você gostar do carro com alta quilometragem, verifique se o dono anterior tem como comprovar se a manutenção foi feita em dia. Não caia na conversa de que tudo foi revisado no carro, se não tiver comprovantes e notas fiscais, carimbos das revisões etc.
  • Reparos na funilaria e carroceria. O visual é muito importante e por isso as lojas tendem a fazer polimento, cristalização, higienização e muito mais para deixar o carro digno de exposição. Ao pesquisar um carro pessoalmente, pode ser necessário fazer algum reparo e funilaria é algo sempre mais caro do que parece. Caso seja necessário pintar um para choque ou uma porta, ou reparar algum ralado, negocie o preço com o vendedor. Atualmente a pintura de um parachoque não sai por menos de R$ 300 e um reparo em uma peça maior custará em média R$ 450 e um polimento não sai por menos de R$ 200. Fique atento pois o preço baixo pode esconder uma armadilha com reparos mais caros.
  • Pneus novos. Fique atento ao estado dos pneus do carro que você pretente comprar. Um pneu aro 13, geralmente usado em carro popular custa quase R$ 200 cada unidade (R$ 800 o jogo), e um jogo de pneus aro 15 ou 16 chega a custar R$ 300 a unidade (R$ 1.200 o jogo). Verifique, caso o pneu seja novo, se ele é remoldado, que significa que o pneu é reformado. São pneus mais baratos mas nem sempre oferecem segurança para rodar em estradas ou sob uso severo.
  • Itens que não funcionam. Fique atento ao funcionamento de todos os itens elétricos, luzes do painei, farois e acessórios como o sistema de som. Esses reparos são muito mais caros do que parece. Uma simples trava elétrica que não funciona pode render um reparo bem pesado no seu bolso. Verifique item por item, sobretudo se o carro for muito equipado como aqueles que tem teto solar. Um reparo no motor emperrado pode custar cerca de R$ 1.500.
  • Caso seja preciso consertar o ar condicionado, por exemplo, é normal o vendedor dizer que precisa só “recarregar o gás”. Mas o gás refrigerante do sistema não se perde ou envelhece porque o mecanismo trabalha de forma selada. Se não existe gás é porque há algum tipo de vazamento no sistema do ar condicionado e isso tornará o reparo bem mais caro. Se houver quebra do compressor ou algo do tipo, o reparo pode custar cerca de R$ 1.500. Portanto, se você gostou muito do carro e o ar não funciona, faça antes um orçamento para calcular o conserto e se vale a pena consertar
  • Óleo do veículo. Hoje em dia, boa parte dos veículos usa óleo sintético ou semissintético. Afinal, tanta tecnologia exige lubrificantes mais finos, diferente do velho óleo 20W40 ou 20W50 usado em motores 8V antigos. Atualmente, a maioria dos carros usa lubrificantes 10W40 (semissintéticos) ou 5W30 e 5W40, que são sintéticos em sua formulaçao. Quando o óleo não é trocado no tempo certo ou se utiliza um lubirificante mais “grosso” que o recomendado, a possibilidade de reparo no motor é grande. Motores de 16V por exemplo, usam sempre óleo semissintético que custa quase o triplo de um óleo “mais barato” que é o mineral. Então, fique atento ao que pede o manual do fabricante e veja se o vendedor trocou óleo no prazo e se tem como comprovar o tipo de lubrificante usado. Se não tiver, consulte seu mecânico antes de fechar negócio e aproveite para pedir um desconto, mas só após receber um diagnóstico preciso

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